MINOM-ICOM

International movement for a new Museology

Mouvement international pour une nouvelle Muséologie

Movimiento internacional para una nueva Museología

MINOM's notice

16.09.2018

We, members of the international movement for a new museology, witnessed perplexed the deconstruction and undoing of the Public Policy of Museums with a Provisional Measure that extinguishes the Brazilian Institute of Museums.

For years, the museum field has gathered hundreds of professionals from different regions of the country to construct, in a collaborative and participatory perspective, a Policy that aims at structuring the Brazilian museological sector, with emphasis on strengthening and creating a composition capable of managing public policies for the benefit of the museum processes and of the Brazilian museological institutions.

Since its creation in 2009, IBRAM has accumulated museum innovations, contributed to broadening the understanding of what a museum is and its role in society, with the development of Policies such as Memory Points and the National Policy of Museum Education and contributed to the integration of the museum field by proposing the Museums Week and the Spring of Museums that provided for the articulation of the museum scenario demonstrating the quality of the actions offered and the strength of the Brazilian museological sector. And it is important to note that Brazil and its museums have made an important contribution to the UNESCO Recommendation of 2015.

These are some of the actions promoted by IBRAM, which demonstrate how the Museum Policy was being implemented and it is regrettable that we have to witness its brutal discontinuity. In this way, we consider a regression without size to the extinction of this Institute without broad public consultation of the sectors that contributed to its creation. As we live in times of dictatorship, we cannot continue to reason and act as if we were living in a democracy. We also regret that major regression happens a few days before the Spring of Museums, in which the theme this year will be the Museum Education due to the 60th anniversary of the Rio de Janeiro Seminar.

This way, MINOM makes public its indignation and repudiates the practice of random and unilateral decisions that disregard the participation of the actors and promoters of the custody and preservation of Cultural Heritages, public servants or not. The creation of an Agency, at this time, does not mean improvements for the sector, on the contrary it strengthens a neoliberal ideological conception, weakening relations established dialogically, reducing the capacity of the State to manage its own patrimony.

Rio de Janeiro, September 11, 2018.

International Coordination of MINOM.

 

 

Nota do MINOM

Nós, membros do Movimento Internacional para uma Nova Museologia, assistimos perplexos o desmonte e a desconstrução da Política Pública de Museus com a Medida Provisória que extingue o Instituto Brasileiro de Museus. 

Durante anos o campo museológico reuniu centenas de profissionais de diferentes regiões do País para a construção, em perspectiva colaborativa e participativa, de uma Política que visa à estruturação do setor museológico Brasileiro, com ênfase no fortalecimento e criação de uma composição capaz de gerir políticas públicas em benefício dos processos museais e das instituições museológicas brasileiras. 

Desde sua criação em 2009, o IBRAM acumulou inovações museais, contribuiu para ampliar o entendimento do que é um museu e qual seu papel em sociedade, com o desenvolvimento de Políticas como os Pontos de Memória e a Política Nacional de Educação Museal e contribuiu para a integração do campo museal ao propor a Semana de Museus e a Primavera dos Museus que previam a articulação do cenário museal demonstrando a qualidade das ações oferecidas e a força do setor museológico Brasileiro. E é importante salientar que o Brasil e seus museus deram importante contributo para a Recomendação da UNESCO de 2015. 

Estas são algumas ações promovidas pelo IBRAM que demonstram como a Política de Museus vinha se concretizando e é lamentável que tenhamos que testemunhar a sua brutal descontinuidade. Dessa forma, consideramos um retrocesso sem tamanho à extinção deste Instituto sem ampla consulta pública dos setores que contribuíram com a sua criação. Como vivemos tempos de ditadura, não se pode continuar a raciocinar e agir como se vivêssemos numa democracia. Lamentamos também que tamanho retrocesso aconteça a poucos dias da Primavera de Museus, em que o tema este ano será a Educação Museal, devido à comemoração dos 60 anos do Seminário do Rio de Janeiro. 

Assim, o MINOM torna pública sua indignação e repudia a prática de tomadas de decisão aleatórias, unilaterais que desconsideram a participação dos atores e promotores da guarda e preservação dos Patrimônios Culturais, servidores públicos ou não. A criação de uma Agência, neste momento, não significa melhorias para o setor, ao contrário fortalece uma concepção ideológica neoliberal, fragilizando as relações estabelecidas dialogicamente acarretando a diminuição da capacidade do Estado de gerir seu próprio patrimônio.

Rio de Janeiro, 11 de setembro de 2018.

Coordenação Internacional do MINOM. 

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