MINOM-ICOM

International movement for a new Museology

Mouvement international pour une nouvelle Muséologie

Movimiento internacional para una nueva Museología

Commitments of the 7th National Museum Forum with Social Museology - Brazil

06.06.2017

COMMITMENTS OF THE 7TH NATIONAL MUSEUM FORUM WITH SOCIAL MUSEOLOGY

Between May 30 and June 4, 2017, the 7th National Museums Forum (FNM) was held in Porto Alegre (RS). The theme of this edition was the Unesco Recommendation on the Protection and Promotion of Museums and Collections . The event brought together museologists, managers, researchers, memory points, initiatives and members of social museology, students and other interested in the area of museums and memory in Brazil, to reflect on the direction of the National Museum Policy. Among the numerous referrals, agreements and agreements defined in the 7th FNM, I would like to share with the fellows of the Networks of Memory Points, Community Museums and Social Museology of Brazil the ones referring to our field of militancy and action. It is a brief systematization for the purpose of registration that can obviously be complemented by the other comrades who participated in the 7th FNM.

1 - We succeeded in assuring, in a meeting with the participation of several representatives of memory points and social museology initiatives in Brazil, a commitment by the President of Ibram, Marcelo Araújo, the Director of Museum Processes (DPMUS), Renata Bittencourt, And Dr. Eliana Sartori, attorney for Ibram, to forward urgently, within 60 days, the draft that guarantees the institutionalization of the Points of Memory Program. We note that this was the main agenda item in all trading rounds.

2 - In view of the budgetary impossibility for the creation of the Shared Management Board of the Memory Points Program, the creation of a Participatory Management Committee was proposed by Ibram. It was agreed that this committee will work regularly through a virtual instance of dialogue yet to be defined and will meet in person at least once a year. For the virtual meetings will participate the 10 representatives of Memory Points and social museology networks elected in the last Web of Memory in Belém. For the face-to-face meeting, these will indicate 5 representatives among the 10 elected.

3 - At the final plenary, a majority of those present received a recommendation from the Network of Memory Points and Social Museology Initiatives that links the realization of the Memory Tapes to the National Museum Forums.

4 - Still on the Memory Web there was a demand for the creation of a Web before the next Forum and that the theme of the event is the construction of a National Policy of Social Museology to create guidelines and guide the actions of the Coordination of Social Museology and Education - COMUSE / IBRAM.

5 - Regarding the demand presented by the Network of Memory Points and Social Museology of a chair in the Council of the Brazilian System of Museums (CSBM) - considering that ABREMC does not represent nor discuss with the field of social museology its performance in said Council - a consideration was made that the modification of the composition of the CSBM in the Statute depends on a presidential signature which requires a complex procedure. As a referral was proposed by Ibram an "institutional arrangement", with the purpose of guaranteeing a representation of the Network of Memory Points and Social Museology in all meetings of the Council, however, without the right to vote.

6 - Guarantee by COMUSE and DPMUS of the continuity of a training policy for the Points of Memory Program.

7 - Guarantee of institutional support from Ibram, manifested by the Presidency in the final plenary of the 7th FNM, for the III National Forum of Indigenous Museums, to be held from October 19 to 21, 2017 in Piauí.

8 - The final document was approved at the final plenary session of the 7th FNM with the principles and guidelines of the National Policy on Muse- al Education.

9 - We were able to guarantee the 8th National Forum of Museums in Ceará by means of a defense based on the strength and importance of social museology in the State and in Brazil.

In addition to the referrals and agreements reported above, the reunion, dialogue and national re-articulation of our networks and initiatives was evaluated by the representatives of the memory centers and social museology militants present at the event as the most important victory of the 7th FNM.

However, faced with an environment of dismantling public policies of culture, political instability, setbacks and loss of rights, keeping us vigilant and mobilized is a primary condition for guaranteeing signed agreements. In this way, more than ever we must remain articulate and connected, attentive and strong.

e believe that strengthening autonomy, communication and networking, mutual support and solidarity between our networks and initiatives is the task of the day. To intervene and contribute to transform local realities, defend our territories, ecosystems and cultural references through the power of memory and the strengthening of community-based musealization processes becomes fundamental for the advancement and rooting of the praxis of a social and libertarian museology. Much remains to be built and we are just getting started. May we continue together in the construction of a museology of resistance, ethnically diverse, committed and transforming! May the 8th National Forum of Museums in Ceará come!

João Paulo Vieira
Coordinator of the Historiando Project, Member of the Cearense Network of Community Museums and advisor to the Indigenous Network of Memory and Social Museology.

 

COMPROMISSOS DO 7º FÓRUM NACIONAL DE MUSEUS COM A MUSEOLOGIA SOCIAL

Entre os dias 30 de maio e 4 de junho de 2017 ocorreu na cidade de Porto Alegre (RS) o 7º Fórum Nacional de Museus (FNM), que teve como tema desta edição as Recomendação da Unesco sobre a Proteção e Promoção de Museus e Coleções. O evento reuniu museólogos, gestores, pesquisadores, pontos de memória, iniciativas e militantes da museologia social, estudantes e demais interessados na área de museus e memória no Brasil, para refletir sobre os rumos da Política Nacional de Museus. Dentre os inúmeros encaminhamentos, acordos e pactuações definidos no 7º FNM, gostaria de compartilhar com @s companheir@s das Redes de Pontos de Memória, Museus Comunitários e Museologia Social do Brasil os referentes ao nosso campo de militância e atuação. Trata-se de uma breve sistematização com a finalidade de registro que poderá obviamente ser complementada pelos demais companheir@s que participaram do 7º FNM.

1 - Conseguimos assegurar, em uma reunião com a participação de diversos representantes de pontos de memória e iniciativas de museologia social do Brasil, um compromisso por parte do Presidente do Ibram, Marcelo Araújo, da Diretora de Processos Museais (DPMUS), Renata Bittencourt, e da Dra. Eliana Sartori, procuradora do Ibram, de encaminhar em regime de urgência, em até 60 dias, a minuta que garante à institucionalização do Programa Pontos de Memória. Registramos que este foi o principal ponto de pauta em todas as rodadas de negociação. 

2 – Diante da impossibilidade orçamentária para a criação do Conselho de Gestão Compartilhada do Programa Pontos de Memória, foi proposto pelo Ibram a criação de um Comitê de Gestão Participativa. Foi acordado que este comitê trabalhará regularmente por meio de uma instância virtual de diálogo ainda a ser definida e se reunirá em caráter presencial no mínimo uma vez por ano. Para as reuniões virtuais participarão os 10 representantes dos Pontos de Memória e redes de museologia social eleitos na última Teia da Memória em Belém. Para a reunião presencial estes indicarão 5 representantes entre os 10 eleitos. 

3 – Na plenária final foi aprovada pela maioria dos presentes uma recomendação da Rede de Pontos de Memória e Iniciativas de Museologia Social que vincula a realização das Teias da Memória aos Fóruns Nacionais de Museus. 

4 – Ainda sobre a Teia da Memória houve uma demanda para a realização de uma Teia antes do próximo Fórum e que o tema do evento seja a construção de uma Política Nacional de Museologia Social para criar diretrizes e nortear as ações da Coordenação de Museologia Social e Educação – COMUSE/IBRAM.

5 – Em relação a demanda apresentada pela Rede de Pontos de Memória e Museologia Social de uma cadeira no Conselho do Sistema Brasileiro de Museus (CSBM) - tendo em vista que a ABREMC não representa nem discute com o campo da museologia social sua atuação no referido Conselho - foi feita uma ponderação que a modificação da composição do CSBM no Estatuto depende de uma assinatura presidencial que requer uma tramitação complexa. Como encaminhamento foi proposto pelo Ibram um “arranjo institucional”, com a finalidade de garantir uma representação da Rede de Pontos de Memória e Museologia Social em todas as reuniões do Conselho, no entanto, sem direito a voto.

6 – Garantia por parte da COMUSE e DPMUS da continuidade de uma política de formação para o Programa Pontos de Memória.

7 – Garantia de apoio institucional do Ibram, manifestado pela Presidência na plenária final do 7º FNM, para a realização do III Fórum Nacional de Museus Indígenas, que ocorrerá entre os dias 19 e 21 de outubro de 2017 no Piauí.

8 – Foi aprovado na plenária final do 7º FNM o documento final com os princípios e diretrizes da Política Nacional de Educação Museal.

9 - Conseguimos garantir o 8º Fórum Nacional de Museus no Ceará por meio de uma defesa que teve como fundamento a força e a importância da museologia social no Estado e no Brasil.

Além dos encaminhamentos e pactuações relatados acima, o reencontro, o diálogo e a rearticulação nacional de nossas redes e iniciativas foi avaliado pelo conjunto dos representantes dos pontos de memória e militantes da museologia social presentes no evento como a mais importante vitória do 7º FNM.

No entanto, diante de uma conjuntura de desmonte das políticas públicas de cultura, de instabilidade política, retrocessos e perdas de direitos, nos manter vigilantes e mobilizados é uma condição primária para se fazer garantir os acordos firmados. Deste modo, mais do que nunca devemos nos manter articulados e conectados, atentos e fortes.

Acreditamos que fortalecer a autonomia, a comunicação e o saber fazer em rede, o apoio mútuo e a solidariedade entre nossas Redes e iniciativas é a tarefa do dia. Intervir e contribuir para transformar realidades locais, defender nossos territórios, ecossistemas e referências culturais por meio do poder da memória e do fortalecimento dos processos de musealização de base comunitária torna-se fundamental para o avanço e enraizamento da práxis de uma museologia social e libertária. Muito ainda há que se construir e estamos apenas começando. Que possamos seguir juntos na construção de uma museologia da resistência, etnicamente diversa, comprometida e transformadora! Que venha o 8º Fórum Nacional de Museus no Ceará!

João Paulo Vieira
Coordenador do Projeto Historiando, Membro da Rede Cearense de Museus Comunitários e assessor da Rede Indígena de Memória e Museologia Social.

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